

Pensamentos Ooghamísticos
“Nunca senti ociosidade. Aliás, um dos meus maiores problemas foi estar sempre demasiado ocupado com tudo mas, apesar disso, ter sempre tempo para tudo e ver-me chegar ao fim da vida sem ter feito tudo.”
“Sinto-me feliz porque posso não ter tudo o que quero, mas tenho muito do que preciso!”
“O Caos é uma ordem que nós ainda não conseguimos entender !”
“A vida ajusta-se por si mesma e acaba por nos dar não aquilo que nós queremos, mas aquilo que nós precisamos e merecemos. Se nos fosse a dar o que queremos, muitas vezes iríamos querer devolver o que nos foi dado quando o quisemos e pedimos.”











“O caos é uma ordem que a nossa mente ainda não entendeu...!”
Oogham R. M. Lenam é um dos pseudónimos de Manuel J. F. Pinto.
Era para ser mais velho que o tempo, pois, supostamente, iria nascer antes do tempo.
Mas, não! Em solteira a mãe teve um tumor nos ovários, que chegou a pesar perto de 5 kg, o que levou muita gente a pensar e a afirmar (até o médico da altura) que ela estava grávida.
Depois dos pais casarem, e após muitas tentativas, lá nasceu, cerca de três anos depois, em 1960, o primeiro de três irmãos.
Oogham R. M. Lenam é natural e residente em Sobrado (Valongo) e desde sempre esteve ligado ao associativismo nas suas diversas facetas (culturais, recreativas, sociais, desportivas, estudantis e jacobeias). É “um sobradense de quatro costados”, um bugio de alma e coração desde criança e um acérrimo defensor das tradições ligadas à Bugiada e Mouriscada.
Foi bastante precoce e aos 4 anos já sabia ler bem e escrever algumas coisas, pelo que era a “atracção circense” de todos os que visitavam a sua casa, pois passava muito tempo a ler os jornais que o pai trazia do trabalho. E se, para a família, era normal estar a ler, os vizinhos sarapantavam-se com a situação.
Entrou para a escola aos 6 anos, passou no Natal para a 2ª Classe e não foi autorizado pelo Ministério a passar para a 3ª Classe na Páscoa, apesar dos seus conhecimentos na altura superarem os dos alunos da 4ª Classe.
Foi crescendo a devorar informação e conhecimento, aprendeu e compôs música ainda antes dos 15 anos, escreveu textos e poemas, fez inúmeras pinturas e terminou o 2º Ano do Curso Complementar dos Liceus (actual 11º Ano) com 16 anos.
Aos 9 anos, aos fins de semana e nas férias, foi trabalhar como estofador. A partir dos 13 anos, nos fins de semana e nas férias, foi trabalhar como entalhador e, como os pais na altura não lhe puderam dar um curso superior, aos 16 anos fui trabalhar a tempo inteiro nesta arte.
Entre os 18 anos e a ida para o Serviço Militar Obrigatório para o C.I.O.E. – Centro de Instrução de Operações Especiais, em Lamego, teve várias outras profissões, tal como serralheiro, pintor, serigrafista, motorista e empregado de armazém.
Depois do serviço militar foi polícia e mais tarde Oficial de Justiça.
Quando as condições o permitiram, foi tirar um curso superior, como trabalhador-estudante, sendo actualmente licenciado e Master em Direito e, sob a orientação do Professor Doutor Eduardo Vera-Cruz Pinto, Mestrando em Ciências Jurídico-Civilísticas, com a tese “A solução legal dada ao Aborto e os seus efeitos no Direito Sucessório legislado”.
Foi Técnico Superior Jurista na ACT – Autoridade para as Condições do Trabalho e Inspector Superior da Segurança Social. Ainda concorreu à magistratura, mas, entretanto, desistiu.
Além da sua formação superior na área jurídica, também adquiriu formação em outras áreas, tais como filosofia, psicologia, história, património, música, literatura e outras.
Escritor, compositor, músico e poeta, tem diversas obras editadas e outras em fase final para publicação.
Foi membro-fundador de diversas associações socio-culturais, tendo exercido cargos em diferentes órgãos sociais das diferentes colectividades.
Na área cultural e até ir cumprir o serviço militar, pertenceu ao GRCS – Grupo Recreativo e Cultural de Sobrado, tendo sido Presidente da Direcção durante vários anos. Este grupo tinha actividades como teatro, música, dança folclórica (pequenos, médios e adultos), dança contemporânea e atletismo, envolvendo activamente mais de 120 pessoas, tendo nessa altura organizado os 4 primeiros festivais da canção de Sobrado.
Na área desportiva foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Presidente do Conselho Fiscal e Presidente da Direcção do Clube Desportivo de Sobrado, tendo negociado com privados, Junta de Freguesia de Sobrado, Câmara Municipal de Valongo e Ministério da Educação a abertura da avenida para o Parque de Jogos do clube. Promoveu diversas obras no parque desportivo, redesenhou o emblema do clube e fez o hino da colectividade, retirando o clube da despromoção e promovendo-o aos primeiros lugares da classificação.
Dedicado à preservação das tradições, é, entre outras, o Druida da Festa da Cabra e do Canhoto em Cidões, Vinhais.
Foi, também, co-fundador da Casa do Bugio, tendo elaborado o logotipo e os estatutos da associação, negociou a aquisição gratuita do terreno onde se implantou o edifício, elaborou o primeiro projecto do mesmo (entretando abandonado) e fez o lançamento da primeira pedra da construção.
É Vogal da Direcção do Centro de Estudos Jacobeus – Caminhos Portugueses a Santiago de Compostela há vários anos e Irmão Archicofrade, pertencendo à Comissão dos Assuntos Jurídicos e à Comissão para os Assuntos Internacionais da Archicofradia de Santiago de Compostela.
Ainda dentro da temática jacobeia, fez o levantamento e marcação dos Caminhos de Santiago pela Serra d’Arga, encontrando-se actualmente a fazer (enquanto representante do Centro de Estudos Jacobeus e em parceria com a Câmara Municipal de Valongo) o levantamento dos Caminhos de Santiago no concelho de Valongo, com vista ao seu posterior reconhecimento e marcação.
É, actualmente, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da RAPP – Rede de Apoio aos Peregrinos em Portugal (que envolve associações, albergues e particulares ligados aos Caminhos de Santiago em Portugal) e representante da RAPP na FPCS – Federação Portuguesa dos Caminhos de Santiago.
Na universidade, pertenceu a diversos grupos académicos, como Comissão de Praxe, Conselho de Veteranos, Grupo de Teatro e Órfeão, bem como à Academia Universitária do Porto, tendo sido responsável por vários eventos, incluindo a organização das Peregrinações Universitárias a Santiago de Compostela.
É membro do Clube Unesco Cidade do Porto, tendo organizado várias visitas historico-culturais, sendo orador em diversas palestras sobre a mesma temática.
É, ainda, membro-fundador da associação Arthemisa – Arte e Cultura, satisfazendo mais uma das paixões para a sua terra, na preservação e divulgação da arte, cultura e património.
No âmbito do voluntariado dedica-se a causas sociais de apoio a crianças e famílias carenciadas e ajudando desinteressadamente quem a ele se dirige. Voluntário em muitas situações, pertence à Ajudaris IPSS como voluntário desde a sua origem, exercendo actualmente, também, as funções de Vice-Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da instituição.
O seu tempo livre é dedicado às suas grandes paixões (música, leitura, escrita, voluntariado social) e aos Caminhos de Santiago, tendo feito mais de duas dezenas de vezes os Caminhos de Santiago e mais de dezena e meia de vezes os Caminhos de Fátima.
Gosta de se rir muito e de se sentir feliz...! Isto porque tem consciência que a nossa vida é uma dádiva especial e que, se ainda não entendemos o porquê de muitas coisas, e se sentimos que, por vezes, nada parece dar certo, é porque a nossa mente ainda não está munida de informação suficiente nem entendeu a ordem por detrás desse aparente caos.
E é, por isso, que acredita que o caos é uma ordem que a nossa mente ainda não entendeu, dando-lhe imenso gozo essa lenta descoberta da vida.
O seu lema é: “O caos é uma ordem que a nossa mente ainda não conseguiu entender!”
O porquê do pseudónimo fica para outra altura.
Oogham R. M. Lenam

